quinta-feira, 13 de maio de 2010

Diário

Quatro de maio foi um daqueles péssimos dias, em que a necessidade de mudar cobra, exige uma atitude, fazendo fervilhar os neurônios, os hormônios, os fluídos do corpo todo, a espera de um “não sei o quê”... Acho que a espera é de um parto. Parto como substantivo e verbo, pois é preciso muito amor, consciência, coragem e maturidade para conseguir quebrar o ovo e nascer como pessoa verdadeira... e um dia é preciso parar de planejar e, de algum modo, partir.
A isto se somam inúmeros questionamentos, como estes: o que leva uma pessoa a continuar na mesma (Vida? História? Rotina?), quando sabe exatamente que não é o melhor para si, tem certeza absoluta do que não quer para sua vida, e possui todas as condições para mudar. O que acontece com a porra da atitude que não se realiza? Para responder a estas e tantas outras questões (rsrsrsrs) decidi fazer a partir do dia 04/05/10 uma espécie de diário, onde eu descreveria pelo menos uma situação ou sentimento relacionado ao dia e à minha condição de “casada”. O objetivo é apenas olhar para os meus dias e medir o lado bom e o ruim de estar casada com o ser em questão. Não que eu tenha dúvidas sobre o que pesa mais, acontece que alivia quando registro e também me organizo e compreendo melhor o que acontece comigo.
Confesso que foi forçada (pelo meu lado que ainda está sano) que eu escrevi sobre os primeiros dias, escrevi de qualquer jeito. Mas agora eu decidi levar a sério e vou até postar no blog, a começar de um apanhado geral destes dias de desleixo:
05/05/10 - cheguei do trabalho, e ele tava lá com aquela mesma cara de sempre (que me angustia). Trocamos poucas palavras, ele jogou o controle da televisão com toda a força no chão até partir em vários pedaços, porque o controle não funcionou. Deitamos na mesma cama, ele não me fez um carinho, não me beijou. Enquanto dormíamos, só me abraçou durante poucos 5 minutos, porque eu tomei iniciativa. De manhã saiu para trabalhar sem ao menos dizer tchau.
06/05/10 - Foi ameno (menos grosso) ao atender minhas ligações, mas isto não significa que tenha sido atencioso e nem que tenha se mostrado feliz por conversar comigo. Quando chegou do trabalho, claro que não me beijou, aliás, nem oi ele falou. Não que tivéssemos brigado, este é o modo costumeiro de ele me tratar. E assim foi até amanhecermos hoje, sem um beijo, sem um carinho. Eu tento com todas as minhas forças não cobrar o cuidado, a atenção que eu tanto sinto falta, mas não tenho conseguido. Hoje cedo disse a ele: “todo ser humano precisa se sentir desejado, amado e seguro”. Além disso, disse que melhor seria se fossemos amigos e ficássemos de vez em quando (isto é consolo para mim), pelo menos eu não me sentiria tão rejeitada ao lado dele. Ele comprou um controle novo pra TV.
10/05/10 - Nada melhorou. Fomos viajar, e até que não brigamos, segundo ele porque ele conseguiu se controlar, pois se dependesse de mim tínhamos brigado. Eu vejo como o completo oposto, pois venho abrindo mão de mim mesma em troca de paz. Pra dizer que não houve beijo, houve um selinho, mais nada. Ah, houve também duas danças, que foram ótimas, mas agora me sinto péssima porque perante todos ficou claro que ele agia como se fizesse um favor em dançar comigo. Semelhante foi quando apontei um casal da terceira idade que pegavam nas mãos e ele respondeu: “quer que eu pegue na sua mão para satisfazer seu ego?”. Fora isto eu contei como algo de muita relevância ele ter ficado bastante tempo no almoço com a minha família.
11/05/10 - Fui abraçá-lo quando cheguei do serviço ele se esquivou. Reclamou de dor no nariz. Pedi uma massagem ele disse que não. Convidei-o para me assistir palestrando e ele disse que não. Pior: disse que vai fazer uma cirurgia, precisa de um acompanhante e convidou um amigo (que eu não sei nem o nome) para dormir com ele, só porque não quer ter que fazer o mesmo por mim em um futuro qualquer.
12/05/10 - Levei um filme para assistirmos juntos, um filme que falava de amor, de superação, pensei que seria bom se assistíssemos, mas não consegui. O pouco caso dele foi de uma insensibilidade tão grande que eu desisti e fui dormir com tanto ódio de mim por insistir em fazer algo com ele que o meu peito doeu a noite toda.
Então, meus dias são assim, não tenho mais nada para falar. Depois que li este texto perdi até a fome que estava enorme minutos atrás...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tenho cérebro, mas me falta o fígado...

Eu poderia dizer também: tenho cérebro, mas não “entranhas“. Só preferi o fígado (órgão que na Grécia Antiga era sinônimo de coragem) porque ele é o órgão mais sensível do meu organismo (piadas à parte... não me perguntem o porquê). Claro que esta analogia serve só para poetizar o fato de que não adianta ter inteligência se perdemos a conexão com a profundidade dentro de nós, o que nos impede de sentir a escolha certa. “Muitas pessoas”  vivem a vida inteira negando o óbvio, por estarem assustadas demais, perdem a fé na vida e em si e engolem a mordida amarga da existência. O tempo passa, a idade aumenta os medos. Possivelmente ficamos mais maduros, mas também sem experiência prática de pular no escuro e acreditar que podemos sobreviver.
Então passamos a machucar o fígado (rsrsrs) e “amantados” por raciocínio justificamos qualquer coisa. Com “boas razões” cobre-se a simples falta de peito para encarar a única escolha decente que se tem na vida. Acostumados a “fechar os olhos”, chegamos a não abri-los mais (“De que adianta, afinal, se não podemos dizer o que pensamos? Tanto vale não ver.”).
É claro que estou falando de relacionamentos... Justifico: se racionalmente mantemos os nossos valores, na prática, o que acontece é que devemos calar o que realmente pensamos porque simplesmente ou calamos ou nos mandamos da relação. Ponto. Cala um dia, cala dois dias, cala três meses, cala quatro anos… no que vai dar isso? Por mais boa vontade que se tenha, é psicologicamente impossível não tornar-se cúmplices daquilo que rejeitaríamos se não houvesse vínculos - a convivência é o maior elemento de “convencimento” de uma pessoa.
Para mim, a opção mais certa é afastar-se, muito ou pouco (o que não significa necessariamente sumir). Manter distância é uma forma de dizer “discordo”. Infelizmente, às vezes é o único jeito de comunicar o que pensamos – é o que faz com que a pessoa em questão recorde que há outros mundos, outros valores e outras possíveis escolhas de vida. Nossa voz é fraca quando o pecado está encardido demais. Mas tranqüilo, desde que conscientemente e racionalmente  saibamos que não tem como não sermos afetados pelo convívio com outras pessoas, e que (con)viver é uma escolha nossa – escolha que fazemos, claro, com todas as razões do MUNDO, e causas nobres, como a de amar alguém que seria melhor perder que encontrar.
Aqui entra o fígado: por razões totalmente hipócritas, eu encharco de afetuosidade a máquina da relação para passar por situações difíceis... e quanto mais espinhosa for a realidade mais eu utilizo deste método para suavizar com os óleos aromáticos da sedução afetiva o ambiente duvidoso no qual eu deito confortavelmente. E sei que não será assim que terei coragem para dar nomes aos bois e reconhecer o que é errado, nem é assim que terei atrevimento para agir de acordo. Antes, preciso da força viril de saber enfiar a faca quando é preciso, porque há momentos em que uma cirurgia é a única salvação. Óleos aromáticos não vão poder tratar do que simplesmente é podre.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eu me rendo mais a um milagroso ano.

Este ano foi bem difícil... Não como o ano passado, que além de difícil foi triste - envelheci bastante...
Durante boa parte do ano fui destas pessoas que vive reclamando. Meu senso crítico esteve fortíssimo durante um bom período, mas já parei com isto, afinal escutar lamentações é pior do que ser insultado em ordem alfabética. A parte boa é que eu sobrevivi e evolui.
Termino o ano cansada dos trabalhos que perdi e dos que conquistei, mas é um cansaço de alguém que lutou e vê os resultados. Aliviante... Graças a um bom Deus, que sempre me orienta, o mar de lamentações secou e a perspectiva para 2010 é positivíssima!
Agradeço as pessoas que me serviram de espelho este ano - sempre me vejo melhor através dos olhos alheios. Sou grata também aos que me levam sempre a um estado de sucessivas perguntas. Obrigada aos que me força a sentir e a pensar diferente, e atiça problemas em relação aos quais minha própria curiosidade vacila. São as pessoas da minha vida que inspiram minha criatividade para criar possibilidades onde não aparecem alternativas.
Desejo a todos que amo um ano poderoso, de escolhas assertivas. Desejo ao mundo (no qual eu me incluo) que mudem seus discursos... Desejo sorrisos, soluços, sentimentos. Torço para que “chutem o pau da barraca” quando algo não fizer mais sentido, e que arrisquem, viajem, não desistam dos seus projetos.
Que Deus cuide de todas as “Flores” do meu jardim (os homens também são Flores... melhor esclarecer, né!), para que continuem colorindo minha vida, atraindo borboletas, beija-flores, joaninhas...
Para finalizar o ano deixo algumas recomendações (que servem principalmente pra mim):
· A carne é fraca, mas você precisa ser forte.
· Antes de sentir raiva de alguém, reconheça que esse alguém te provoca sensações, por piores que sejam – tente compreender o porquê.
· Nunca coloque alguém “contras as paredes”, a gente nunca sabe do que uma pessoa é capaz.
De resto, desejo à todos muito sexo e jazz, o resto a gente corre atrás. Afinal, como disse Vinicius: “não quero ser feliz, quero viver”!!!

Eu me rendo mais a um milagroso ano.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Exagerada.

Quem me conhece bem, sabe da minha soberba, e que eu me acho muito mais madura e bem resolvida do que realmente sou. Decidida também, diga-se de passagem. Mas vejo que preciso viver muito mais experiências para chegar ao estágio de conseguir controlar minha ansiedade, e conviver em paz com o incerto. Não que eu corra desenfreadamente atrás de certezas (também gosto do mistério), mas é que quando tenho algo para resolver / escolher, eu faço disto um dilema – como diria Dinho Ouro Preto.
Vou dizer o porquê decidi dividir esta constatação (que, aliás, eu já sei faz tempo): semana passada eu estava atormentada com umas coisas realmente importantes que tinha para conciliar (e escolher entre elas, o que é mais difícil). Mas nem tudo dependia de mim, eu precisava de respostas alheias, acontecimentos, para só depois resolver. Quase pirei. E aí hoje estava lendo um texto que eu havia iniciado para falar sobre o assunto (o qual não terminei, e nem vou terminar), que dizia assim: “Enquanto a chuva cai, e a brisa do sono bate... no dia que segue um dia de cachaça e uma noite mal dormida... minha mente se desespera na busca de algo que a organize!” Nossa... Que drama! Kkkkkk. Agora, com a mente livre daquela perturbação estou rindo de mim, vendo como eu exagero em tudo na vida.
Ah! Com o regime está tudo bem, tudo bem, tu-do-beeem...

sábado, 21 de novembro de 2009

NÃO APLAUDAM AINDA...

Outro dia eu tava falando aqui da necessidade que tenho de escrever, que as palavras me servem como fuga e que estes textos são hábito e necessidade existencial. Eu escrevo por uma questão de vida ou morte. Sem demagogia. Quando as coisas estão muito bagunçadas dentro de mim, escrever me permite um parâmetro e uma visão incrível. Consigo realizar a façanha de me olhar de fora. Porém, o texto de hoje não trás apenas a problemática das questões interiores, ele vem dizer que o exterior precisa ser mudado.
Tudo começou com a história do Ronaldo. Agradeço as palavras dos amigos que me deram outras hipóteses para a cena daqueles “pestinhas” me chamando de Ronaldo, mas eu sinto que o Ronaldo, a coca-cola, o pacote de bolacha recheada e minhas bochechas roliças, têm algo em comum. Por isto decidi que vou emagrecer.
E também tem outra coisa: não sei porque eu enfiei na cabeça que meu marido não gosta mais de mim. O pior é que eu to achando isto de verdade. Já to quase convencendo ele, inclusive. Então, junto com emagrecer, a meta é me arrumar mais, ficar mais atraente aos olhos alheios e aos meus próprios, mais mulher. Na verdade, isto tudo é estratégia para aceitar a outra pessoa, no caso o “dito cujo”. Vou explicar: todas as vezes que o jeito de ser de alguém me afeta e eu desejo profundamente que a pessoa mude, eu paro e olho para mim. Sempre percebo inúmeras coisas a serem mudadas, e penso: “com tantas coisas para mudar em mim, ‘porqueraios’ fico gastando minha energia para que o outro mude?!!” E, na seqüência, escolho (seriamente) algo para transformar em mim. Neste processo ganho de várias maneiras, cresço, e vivo o fato de que a mudança é algo extremamente difícil e que é tão complicado mudar a gente mesmo que não vale muito a pena ficar pedindo aos céus para que o outro mude. Só posso mudar a mim (que coisa, não!).
Quem estiver lendo está propenso a pensar que este texto reflexivo é próprio da época, em que a gente repensa os “erros” do ano para não repeti-los no próximo. Mas eu não vou mudar só ano que vem. Vou começar agora!
CALMA!!! NÃO APLAUDAM AINDA...
... Porque tudo vai ser beeeeeeem devagar, e já to avisando que do cigarro e da cerveja eu não abro mão – não dá para largar todos os prazeres de uma só vez!
Ainda estou pensando em qual técnica de emagrecimento vou me fundamentar - se alguém tiver alguma que não seja muito torturante, e que libere o refrigerante, estou aceitando sugestões. Vou começar pensando antes de comer. É simples: antes de encher o rabo de queijo (que eu a-mo), vou parar por um momento, abstrair, imaginar que aquele sacrifício será recompensado por uma auto-estima mais estruturada, coisa e tal. Vamos ver no que vai dar!
Pra finalizar, assim meio que de “supetão”, fica uma reflexão: "O homem que não soube organizar um mundo para si mesmo é um estranho no mundo que ele mesmo criou - Alexis Carrel"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ronaldo.

Gente, ontem eu passei por uma situação muito desconfortável. Vou desabafar aqui.
Estava eu na minha maratona de sair do trabalho e ir para o SENAI, sem tempo pra comer e derretendo de calor no carro. Pensando no trânsito e na fome, parei na padaria para comprar algo que me hidratasse, enganasse meu estômago e me distraísse entre um semáforo e outro.
Logo no primeiro semáforo aconteceu a cena. Vou descrever o figurino: estava eu com uma blusa antiga (de quando eu tinha uns 10 kilos a menos), o que fazia com que ao sentar ela encurtasse um pouco, mostrando alguns centímetros da minha barriga, que ao estar presa ao cinto de segurança e marcada por causa da calça parecia ser 20 vezes maior do que realmente é (juro que ela não é tão grande como parecia ser).
Como eu disse, parei no semáforo, tinham muitos carros na minha frente e do meu lado um van escolar cheia de crianças com aproximadamente 10 anos. Abri o pacote de “passa-tempo” e a coca-cola – até então eu não havia percebido a van do meu lado. Logo que dei a primeira “golada” na coca, o semáforo abriu e tive que enfiar a bolacha toda na boca.
Neste exato momento uma criança da van ao lado olhou para mim e, com total falta de sensibilidade, disse:
- Ronaaaaaaaldo!!!
- Hã? - não ouvi direito o que ela havia falado.
Sem pestanejar, a criança abriu todo o vidro que estava aberto pela metade, colocou a cabeça pra fora e gritou:
- Ronaaaaaaaaaaaaaaaaldo, do Corinthians.
E, como se não bastasse o insulto, convidou seus colegas do van escolar a gritar, em coro: “Ronaaaaaaaaaaaldo”, e assim foi até que o van, vagarosamente (por causa do trânsito) se afastou.
Olhei no espelho e vi minhas enormes bochechas rosadas. Só então assimilei: certamente não é porque sou um fenômeno que estão me chamando de Ronaldo.
Quem está do lado de fora do meu corpo não é capaz de saber como me senti neste momento. Acho que me senti mais que gorda, me senti um cão sarnento, sabe? Por algum motivo cheguei a conclusão de que aquele bando de crianças maldosas me chamou de Ronaldo porque estou um tanto avantajada. Alguém tem outra hipótese, pelo Amor de Deus?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EU DISSE QUE NÃO IA FALAR!

Pois é.
Eu sou uma mulher sem palavras e sem escrúpulos. Faço promessa a mim mesma e eu mesma descumpro.
Prometi que eu não ia contar esta novidade para ninguém, só revelaria depois que estivesse tudo certo. Mas é bom falar logo. Ficar guardando as coisas faz mal... engorda! A verdade é que a gente nunca sabe o que nos espera no dia de amanhã...
... Principalmente na primeira hora de um dia de trabalho após um feriado prolongado. Digo isto porque ontem abri meu e-mail ás 8h00 e UM convite estava lá:

Prezada colega,
O ILAPp (Instituto Latino Americano de Psicopedagogia), entidade sem fins lucrativos que dirijo, vai oferecer em parceria com a Universidade de Uberaba cursos de especialização lato sensu para o próximo ano. Pensei em você para compor o corpo docente e espero sinceramente contar com sua participação neste projeto, que será apenas o início de algo muito maior. A proposta é oferecer inicialmente cursos de Psicopedagogia clínica, hospitalar, institucional e Arteterapia; e os módulos que você ministrará serão os seguintes:* Atividades recreativas, jogos e Arteterapia no ambiente hospitalar. * Fundamentos de Arteterapia. * Ateliê: trabalho plástico e corporal e outras linguagens expressivas.
Um beijo e fico no aguardo da resposta.


E te juro que ainda tem gente que me pergunta se eu acredito em Deus!
Já li este e-mail umas 230 vezes, com o mesmo sorriso limpo e a lembrança dos meus pedidos aos Céus. Ser Educadora (assim como ser Psicóloga), para mim é algo muito maior do que uma profissão louvável. Nem sei descrever o que é. Também não sei como tomei gosto por tudo isto que diz respeito à educação e a cultura. Não tive nenhum intelectual na família, com exceção da minha avó (que estudou até a 4ª série), mas sempre busquei o conhecimento. Lembro que do alto dos meus oito anos eu brincava de “escolinha” e escrevia até os dedos doerem. Sim, eu fazia isso. E ainda tenho alguns escritos...
Mas voltando ao convite, preciso saber a hora de ser tartaruga e a hora de ser borboleta, e tenho (devo!) controlar meu senso de direção, de expectativas e de desejos (será que existe senso pra desejos?), para novamente não cair nas tentações e armadilhas, nem tanto por medo da queda, temo mais o que vou encontrar lá embaixo. A crença de que posso fazer do meu próprio lugar, um lugar mais amplo, me dá forças para seguir.